“E dói, porque você sabe que não vai ter quem substitua. E você sente falta. E a vontade de chorar vem. E você só pode respirar fundo e segurar as lágrimas, para não perceberem o quanto você é fraca.”

— (Tati Bernardi)

Saudade de quando você se importava.


“Sou um poema nunca terminado, ou talvez um pássaro que nunca tenha voado. Sou a escuridão, ou talvez uma mera iluminação. Sou o oposto de tudo, principalmente de mim mesma. Sou aquela carta que não tiveram coragem de enviar, ou aquele segredo que não se pode contar. Sou a esperança, sou a lembrança. Devia ser o esquecimento, ou simplesmente o desapego, mas tem certas coisas que não nascemos para ser. Talvez um dia, aprenderemos como mudar tais traços, apenas com poucos passos. Gostaria de ser como a perfeição, ou a mágica de que pode chamar-se de atuação. Como se a vida fosse um palco, pudesse interpretar tais sonhos adormecidos e aqueles desejos falecidos. Mais acima de tudo, queria ser sempre eu mesma. Com tal dom de sempre ir em frente que já vem seguindo-nos dez de que nascemos. Dia-a-dia acompanhando cada vitória e juntando os pedaços que sobram das derrotas. Continuando, sem interrupções e cheia de determinações.”

— Júlia Moresco (juliamoresco)

“E enquanto eu lia as mensagens antigas no meu celular, encontrei uma sua que dizia “eu te amo, não esquece”. É, e engraçado… Acho que quem esqueceu foi você.”

Rafaela Marques (via sexbracelet)

“Então eu fechei os olhos para te trazer pra bem perto de mim. Estava friozinho e dava pra sentir você ali, deitado na minha cama. E você estava lindo, lindo, mas tão lindo que aquela podia ser a última imagem da minha vida.”

Clarissa Corrêa.    (via rockandsoda)

“É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado. É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando. Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado. Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja. Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta, para caminhar humanamente ao seu encontro. Difícil é amar quem não está se amando. Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado. Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente.”

Ana Jácomo